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Oferta de crédito para imóveis cresce 52,8%

O montante representa um aumento de 52,8%, quando comparado com o volume de recursos disponibilizados no ano passado, e dá para financiar uma média de 40 mil unidades.
“A Caixa está com uma expectativa bastante positiva em relação à recuperação do setor imobiliário. Mesmo depois da crise, o volume de crédito cedido não se retraiu”, informou o gerente regional de negócios da CEF, Adelson Prata.
Enquanto os diversos setores da economia vêm emitindo sinais expressivos da retração, Prata diz que não caiu a procura pelas cartas de crédito. “Continua no mesmo nível”, garante, destacando que o impacto será maior nos empreendimentos de médio e alto padrões.
Na Bahia, mensalmente, são aprovadas cerca de 15 mil cartas de crédito e o volume de recursos concedido para o setor habitacional através de financiamento gira na casa dos R$60 milhões.
Calote existe independente do cenário financeiro. No entanto, em tempos de crise, os setores costumam ficar mais cautelosos. No entanto, na Caixa, as regras para concessão de crédito não mudaram.


PACOTE


“Continuam as mesmas, a Caixa não dificultou em momento nenhum os critérios de aprovação da carta de crédito”, explicou o gerente regional de negócios, adiantando que, o pacote de habitação, previsto para ser divulgado em fevereiro, deve trazer melhorias para o setor.
De antemão, já foi anunciado que o foco do pacote será a população de média e baixa renda. As mudanças só serão oficializadas em fevereiro. Porém, já há algumas decisões tidas como certas.
Entre elas, a redução das taxas de juros, que atualmente variam de 4,5% a 10,5%, a elevação do valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a facilitação da compra demateriais de construção e a redução da burocracia na concessão de financiamentos pela Caixa Econômica Federal. O governo pretende incluir ainda a compra de materiais de construção entre as operações.
As vendas no setor imobiliário baiano devem cair 23% neste ano
Essa é a estimativa da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi). Depois de seguir em ritmo de crescimento acelerado ao longo dos últimos cinco anos, o setor, que comemorou a venda de 13 mil imóveis em 2008, deve reduzir para dez mil o número de unidades vendidas em 2009.
 “Sabemos que este ano vamos vender menos que em 2008. Dentro do cenário internacional adverso, estamos trabalhando para amenizar os efeitos da crise”, informou o presidente da Ademi, Walter Barretto, que vê com bons olhos as iniciativas do governo federal para minimizar os efeitos da crise.
É justamente o tão propalado pacote da habitação que mantém viva as esperanças e define a projeção das expectativas do setor para 2009. “O governo federal tem tratado o setor de incorporação imobiliária como prioridade. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil estão mantendo as taxas de juros baixas e o prazo de financiamento continua longo, de até 30 anos”, avalia Walter Barretto.
Para ele, o somatório das ações faz com que o mercado imobiliário continue no processo de desenvolvimento sustentável.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Bahia (Sinduscon), Vicente Mattos, também sinaliza que a crise já está afetando o segmento, mas alimenta expectativas nas ações que estão sendo implementadas pelo governo federal.
“O governo tem possibilitado que o mercado da construção civil permaneça aquecido. Estamos esperançosos”, disse Mattos.
O adiamento de alguns lançamentos representa um forte indicador de como o setor está apreensivo com a crise econômica. A estimativa do presidente do Sinduscon é de que, pelo menos, oito empreendidos imobiliários que já estavam em fase de lançamento acabaram sendo adiados por conta das incertezas do momento econômico.
Enquanto a Ademi trabalha com a possibilidade de queda nas vendas, Mattos mantém o otimismo e estima um aumento de 3,5% a 4% no setor da construção.
“Nossa aposta é de que conseguiremos ter ao longo do ano um Produto Interno Bruto positivo”, disse o presidente Vicente Mattos, informando em seguida que o setor é responsável por, aproximadamente, 6% do PIB baiano.


FINANCIAMENTOS

Valor que pode ser liberado
Renda bruta de R$2 mil - R$50 mil a R$60 mil
Renda bruta de R$3 mil - R$80 mil
Renda bruta de R$4 mil - R$110 mil
Renda bruta de R$5 mil - R$130 mil
Renda bruta de R$7 mil  -R$200 mil
Renda bruta de R$9 mil - R$250 mil


OPÇÕES DE FINANCIAMENTO


1- Carta de crédito FGTS Não pode ser titular de outro financiamento ou ser proprietário de imóvel onde reside ou trabalha.
2 - Pró-cotista FGTS Não pode ser titular de outro financiamento no SFH ou proprietário de imóvel onde reside ou trabalha. Deve ter trabalhado por, no mínimo, três anos sob o regime do FGTS e ter contrato ativo, ou saldo em conta do FGTS de pelo menos 10% do valor de avaliação do imóvel.
3 - Carta de crédito SBPETaxa pós-fixada Linha de crédito disponível com juros Pós-fixado. Sem limite de renda e valor de imóvel.
4 - Carta de crédito SBPETaxa prefixada A linha de crédito disponível é com juros prefixado. Sem limite de renda e valor do imóvel. 


TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE FINANCIAMENTO


Quais documentos são necessários apresentar para solicitar a carta de crédito?
Carteira de identidade, CPF, comprovante de renda e residencial.


Quanto tempo leva para saber se foi aprovada a carta de crédito?
Geralmente as respostas são liberadas em um prazo de 24 horas.


Quanto tempo leva, em média, para a liberação do recurso?
Costuma levar de 20 a 25 dias para a finalização do contrato e, consequentemente, a liberação do recurso. desde que o interessado consiga provar que a pessoa também vai morar no imóvel.


Qual a renda mínima necessária para conseguir um financiamento?
Não existe uma renda mínima. No entanto, por conta dos valores dos imóveis, o ideal é que o interessado possua uma renda mínima de R$800, assim é mais provável encontrar um imóvel dentro do valor de financiamento que a renda permite.


Qual o prazo máximo de financiamento?
Até 30 anos.
Para ter acesso a um financiamento mais alto, é possível apresentar a renda de mais de uma pessoa?
É sim, desde que o interessado consiga provar que a pessoa também vai morar no imóvel.


Em caso de inadimplência, quanto tempo leva para o imóvel ir a leilão?
Geralmente, em seis meses.


Como posso usar o meu FGTS para aquisição de um imóvel?
Ele pode ser usado para pagamento parcial ou total do preço de aquisição do imóvel. Também pode ser usado para o pagamento de lance na obtenção da carta de crédito ou como complementação do valor da carta de crédito para pagamento da parcela de recursos próprios, quando o consorciado permanecer com saldo devedor na administradora de consórcio devidamente habilitada pelo Bacen a operar com consórcio de imóveis.


Se eu estiver interessado em usar o meu FGTS para aquisição de um imóvel, como devo proceder?
Compareça a uma agência da Caixa para receber orientação sobre condições, documentos e formulários necessários conforme a modalidade pretendida
 


Fonte: Correio da Bahia

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