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Casa própria terá novo seguro
O governo estuda a criação de um fundo garantidor para quem tiver financiamento da casa própria e ficar desempregado. Uma das discussões em torno do fundo envolve o prazo que o seguro cobriria. A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, deu como exemplo um trabalhador que fique por até seis meses sem renda.
Hoje, a Caixa pode retomar o imóvel caso as prestações deixem de ser pagas durante três meses. A executiva destacou ontem que um dos objetivos do Plano Nacional de Habitação, que está sendo fechado pelo governo, é criar mecanismos que garantam que o trabalhador não perca seu imóvel, mesmo que fique desempregado por um período.
"A discussão que está havendo é a criação de alguns mecanismos que garantam, em caso de o cidadão ficar uma parte do período de seu financiamento sem uma renda estável, que ele tenha condições de continuar com o financiamento”, afirmou, antes de participar de cerimônia de homenagem da Caixa aos 72 anos do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio.
Classificado por Maria Fernanda de seguro-fundo, ele permitiria ainda, ao mutuário que não precisou fazer uso desse recurso, que houvesse uma compensação no final do período. A forma como essa compensação seria feita é que é alvo de discussões entre representantes dos ministérios da Fazenda e das Cidades e da Caixa. "A lógica é que se o cidadão utiliza (o seguro), fica por isso. Se não utilizou, retorna como benefício para o contrato”, disse.
A presidente da Caixa confirmou que está em avaliação a elevação do teto do valor do imóvel financiado pelo FGTS. Atualmente, o valor máximo é de R$ 350 mil, e está em estudo elevar esse teto para R$ 500 mil. "A gente está buscando um valor que equalize a necessidade do cidadão que precisa do financiamento com a saúde financeira do fundo”, afirmou.
Ela descartou a possibilidade do uso do FGTS para a compra de um segundo imóvel. Maria Fernanda disse que a medida não está em estudo dentro do pacote que o governo pretende lançar para fomentar o mercado de habitação no País. Acrescentou que o foco do plano será a população de baixa renda.
Quanto ao volume de crédito que será direcionado para empresas neste ano, ela disse esperar repetir o incremento de 30% observado no ano passado. Isso resultou, segundo ela, em R$ 36 bilhões creditados para pequenas, médias e grandes empresas, dos quais R$ 3,6 bilhões para a Petrobras. Ela ressaltou que foi o melhor resultado registrado pelo banco em relação especificamente ao crédito a empresas. Ela assegurou que recursos não serão problema para empréstimos às empresas.
Fonte: Jornal A Tarde
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